Joli pode ser um cão que se estica a 45graus pela arte. Para quem não entende trata-se duma a(rte)dvertência àqueles que tão bem simulam a legitimidade.

Saía do carro agarrado à minha carteira imaginando os milhares de contos ( e por vezes euros) que trazia dentro. Vem um cão de nome francês e estica-se à fortuna nuns 45. Anglo suficiente para desenhar uma certa sombra no chão de betão mal assente de uma biblioteca não mais rural. Pois o bicho fareja mais que os homens, não sei, talvez mais umas quantas de vezes. Ele já sabe que movimento dar às suas patas.

Diz-se que o dinheiro é tão importante que um homem depois de morto ainda pensa nele, ainda lhe sabe reconhecer a devida importância. Joli o suposto melhor amigo do homem sabia disso.

É verdade as sombras foram rebatendo naquelas escarpas e uma senhora varria incessantemente a poça de água que teimava em não se mover, coisas da vídeo arte e seus romantismos performativos. Enfim, lá para as 21h30 saberei se posso comprar uns sapatos feitos de tachos e ir até Miami, vender umas jóias ou expor uns quadros.

Estou confuso! foi carnaval e toda a gente continua a desmascarar-se para além desse dia. Por isso escrevi para além da Pascoa…e talvez seja possível fazer uma reflexão critica do meu trabalho recorrendo ao Borda d´água. Não sei se o Avatar é coisa do passado ou se a Arco Madrid nunca chegou acontecer… Joli cão bonito deve saber!

Ei Mário! Isso são sombras mentais que interferem com o contemporâneo! Diz-me o Charles Taylor acreditando no seu imaginário social moderno. Então penso …… ainda pode haver Filosofia para Arte amanhã!? ,,,,, Ok, deves ter razão…. estou  a estender-me num dialecto tribal cheio de truques e tiques conceptuais,  jogos estratégicos e teorias de médio alcance….. e…. e não!!  Não me  posso comprometer em assumir todas as dividas desta grande empresa que é a Arte.

Então pronto,  como artista exemplar que sou, preocupado com o mundo e os seus apressados terramotos, constipados e abusadores, não tivesse já passado a Pascoa, (des) aconselho vivamente a leitura e posterior reflexão sobre Tomás da Fonseca enquanto se comem umas amêndoas na “Cova dos Leões”, perguntem por ele na Antigona.

No meio de fruta e traços vou sublinhando, perto de alguns amigos longe da onça, a natureza (até ver) continua assassina, por muito que se mostre que os coelhos põem ovos!

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