Lucubrações para as partes mais vulneráveis da matéria / Lucubration for the most vulnerable for the most vulnerable parts of the matter

Amig@s,
deixo-vos o detalhe da obra “WE ARE” anunciando a minha próxima exposição individual: “Lucubrações para as partes mais vulneráveis da matéria”.
Estão todos convidados para a inauguração a acontecer no Museu Munícipal Amadeo de Souza Cardoso em Amarante (http://www.amadeosouza-cardoso.pt/pt) dia 19 de Março pelas 16h.

Com a participação dos textos em Catálogo: Prof. António Cardoso & José Luiz Peixoto
Até Lá Forte Abraço
——————————
Dear Friends, I leave you the detail of the artwork “WE ARE” announcing my next solo exhibition, at Amadeo de Souza Cardoso Museum, Amarante (http://www.amadeosouza-cardoso.pt/pt) Opening 19th March, 16pm. Everyone are invited!!
Until there
Strong Hug!!

Text participations by: Prof. António Cardoso & José Luiz Peixoto

We are, materiais diversos, 30x36x25cm, 2013

 

Amig@s,

a minha exposição individual “E surpreendentemente a liberdade” terminou.

Queria muito agradecer a presença de todos, sobretudo a participação e discussão dos conteúdos.
Mostrei em vários formatos a vertigem contemporanea do nosso quotidiano surpreendente. Nas representações relatei formas de violencia e antídotos de esperança, desde o capitalismo violento ao fluxo migratorio dos refugiados passando por diferentes modos de encarar o niilismo praticado (em sociedade) na maioria das vezes de modo inconsciente.

Assistimos então a uma exposição “forte” (como ouvi dizer ao longo destes meses de exibição), a par destas temáticas e no elogio ao traço, não podiamos apresentar uma exposição “Fraca”!!

Mais do que nunca, conhecemos na arte a acção civica da intervenção e da denuncia, documento vivo e diagnostico dos tempos….. Assim o meu maior obrigado vai para a AP arte Galeria de Arte contemporanea que teve a coragem para apresentar ao seu publico uma exposição assim, longe de barreiras onde a preocupação foi a de “Eu” não me preocupar com nada, limitando-me apenas a pintar…. um sinal raro e priveligiado nestes mesmos tempos…

Em gerundio…. VOU AbraçANDO……..
————-

Dear Friends,
my solo exhibition “And surprisingly freedom” has reached the end.
I wanted to thank the presence of all, especially the participation and discussion of the contents.
in several formats we saw the contemporary vertigo of our amazing everyday. the artworks representations reported forms of violence and antidotes of hope, from the violent capitalism to migratory flow of refugees going through different ways of looking nihilism – practiced (in society) often unconsciously.
we witnessed a “strong” exhibition (as i heard over these months), along these themes and in praise to the trace, we could not provide a “Weak” exhibition !!
More than ever, we know in the art the civic action of intervention and denounces as a living document and diagnosis of time ….. So my biggest thanks goes to the AP Contemporary Art Art gallery who had the courage to present this exhibition, far from barriers, where the gallery main concern was  “I” do not worry about anything, limiting myself just to paint …. a rare and privileged sign on these times …
In gerund ….. I keep embracing ……..

https://www.facebook.com/apartegaleriaa/?fref=ts

mario vitoria drink me

MV

“Wakin on a pretty day”

Ver as noticias do mundo é entrar num autentico filme de crueldade desde os 60 elefantes que os trabalhadores do parque nacional do zimbábue decapitaram nestes dias como forma de protesto para um aumento salarial, até à senhora de 105 anos (!!!!!!!!!!!!!!!!!!) que atravessa neste momento a Europa em busca de uma vida melhor, mas sujeita a encontrar muros na sua frente…alguém aí desse lado da decisão tem o juízo no lugar? o que é isso de ter juízo? é um ser pai, ser mãe, irmão, irmã?…….Deste lado do muro ainda é possível viver uma paz temporária que alguém alcançou com muito suor, mas não nos esqueçamos do bloguer Raif Badawi que levou 1000 chibatadas por tentar revelar algo próximo da dignidade humana para os seus semelhantes.
No códice atlântico Leonardo da Vinci ocupa-se de algumas profecias Filosóficas, uma delas é a “Da Crueldade do Homem” .Diz-nos ele do seu futuro, nosso presente:
“Ver-se-ão os animais sobre aterra, os quais sempre combaterão entre si e com danos grandíssimos e muitas vezes a morte de ambas as partes. Estes não terão fim na sua malignidade, pelos ferozes membros destes cairão por terra grande parte das árvores das grandes florestas do universo, e serão nutridos, o alimento dos seus desejos será dar morte e ânsia e fadigas e terrores e fuga a toda e qualquer coisa animada. E pela sua desmedida soberba eles quererão erguer-se até ao céu, mas o peso enorme dos seus braços mantê-los-á em baixo. Nada ficará sobre a terra, ou sob a terra e a água, que não seja percebida, retirada ou estragada, e a de um país levado para outro, e o corpo destes se fará sepultura e trânsito de todos os seus já mortos corpos animados. Ó mundo, porque não te abres? E precipita nas altas covas dos teus grandes abismos e grutas e não mostres mais ao céu tão impiedoso e cruel monstro!”
Dito isto..deixo-vos o detalhe da obra “Wakin on a pretty day” para ver na integra já este Sábado na exposição “E surpreendentemente a liberdade” na Ap’Arte Galeria de Arte Contemporânea no Porto… Forte AB
Mario Vitoria, Wakin on a pretty day, acrílico s tela, 90x90cm, 2015

E surpreendentemente a Liberdade / And surprisingly Freedom

CONVITE MÁRIO VITORIA-1

Exposição Individual na Ap’Arte Galeria de Arte Contemporânea
solo exhibition at Ap’Arte Contemporary Art Gallery

http://www.apartegaleria.com/


31 de Outubro 2015 a 9 Janeiro 2016. (16h)

Rua Miguel Bombarda, n.221
4050-381
Porto

“E surpreendentemente a Liberdade”

Esta exposição propõe a celebração atenta da Liberdade perante os sinais perturbadores dos tempos. Já que Liberdade enquanto forma de participação no mundo é surpreendentemente, cada vez mais rara. As obras representam vários desafios perante as atrocidades que envolvem a Humanidade, sobretudo a partir dos corredores trágicos de migração que mostram, cruelmente, como o mundo não é de todos na sua prática.

Da Guerra, ao lucro extraído do armamento, até à tortura capitalista contemporânea, a exposição narra e exalta a travessia actual das civilizações (das quais a cultura portuguesa não é excepção) para um novo território, onde o símbolo de herói dá lugar a acções carismáticas. Aquelas que se manifestam, por vezes de um modo imprevisível na superação do niilismo contemporâneo. Não querendo ser redutor, mas no caso Português, tal qual um aqueduto com muitos arcos, de rumo forte para matar a sede em lugares remotos. Numa ponta Camões na outra Aristides de Sousa Mendes. Transportando Herberto e Saramago aos molhos com Virgilio à mistura. Deste modo, “saciados”, saberemos que D. Sebastião já chegou e que Zizeck nunca foi inimigo do ocidente e tal como identificou Pascoaes o “poeta maior” F. Pessoa está bem presente em toda a “Pessoa” que desenhe gestos magnânimos. É este ultimo ponto que a exposição procura sublinhar, no lapso contra a dignidade Humana está a urgência de gestos carismáticos “e surpreendentemente a liberdade”, dada a sua aparente fragilidade no risco de extinção.

Assim, a exposição marca a viagem do Homem pós-moderno e (A)ocidental, dos seus sentidos perante a ruína e as esperanças em migração. Narra a deslocação dos seus sonhos, das suas identidades, raízes, crenças e aspirações. Quer assinalar o dever e a responsabilidade de todos, que está em assegurar um porto de abrigo para a dignidade de cada um de nós. Se o mundo, a terra, o universo com todas as suas galáxias e todas as que estão por descobrir e criar, são de todos, edifique-se então a urgência de um “Abraço Magnânimo” que nos distancie da estância do “MEDO” (forma maior de agressão e desprezo da contemporaneidade), relançando aquilo a que chamamos “a grande união de cardumes”.

Mário Vitória, Porto 13 de Outubro de 2015